Controle de frota foi o que o dono de um atacadista de carnes aqui do Recife quis entender quando fui até o pátio dele. Os caminhões são de câmara fria. Saem todo dia para entregar. Fui lá explicar, veículo por veículo, como se lê o relatório de percurso, o de paradas e o de quilometragem.
Achei que ele ia perguntar de roubo. É o que quase todo mundo pergunta quando o assunto é rastreamento de veículos. Não perguntou. Queria saber onde o caminhão tinha parado, quanto tempo ficou ali e quanto rodou no dia. Em carga refrigerada essas três respostas valem mais que qualquer alerta.
A visita ao pátio do atacadista
Cheguei de manhã, caminhão ainda parado no pátio. Fomos de um em um. Eu abria o sistema no celular, mostrava a tela daquele veículo e deixava ele perguntar.
A primeira pergunta já disse tudo: quanto tempo o caminhão fica parado em cada entrega? Não perguntou de localização em tempo real. Não perguntou de bloqueio. Perguntou de tempo. É aí que começa controle de frota de verdade.
O que o relatório de percurso mostra na prática
O relatório de percurso desenha o caminho do veículo no mapa. Hora que saiu, hora que chegou, cada ponto por onde passou.
Parece pouco. Só que é com ele que o gestor compara o que estava planejado com o que aconteceu de fato. A rota do dia tinha oito clientes e o caminhão deu uma volta fora do roteiro? Aparece. Saiu mais tarde do que devia? Aparece também. Para quem contrata rastreamento para empresas, é o relatório que mais rende conversa na segunda de manhã, porque tira a discussão do achismo.
Parada pesa mais que rota no controle de frota
Quase todo mundo olha a rota primeiro. No pátio do atacadista ficou claro que a parada importa mais.
O relatório de paradas mostra cada vez que o veículo parou, onde parou e por quanto tempo. Em carga refrigerada, tempo parado no lugar errado vira prejuízo na hora, porque a mercadoria sofre. Parada longa com a porta aberta. Caminhão esperando na fila de descarga muito além do previsto. Desvio para resolver assunto que não era da entrega. Tudo isso come a carga antes de comer o dinheiro.
O cliente sacou rápido que aquilo não servia para acusar motorista. Serve para achar onde o dia está escapando e sentar para conversar com fato na mão.
Quilometragem: o que ela revela sobre uso e custo
O terceiro relatório é o de quilometragem rodada. Soma quanto cada veículo andou no dia, na semana, no mês.
Dois caminhões fazendo o mesmo tipo de entrega e rodando distâncias bem diferentes é uma pergunta esperando para ser feita. O que roda muito mais pode estar com a rota mal montada. O que roda muito menos pode estar parado mais do que devia.
Serve para manutenção também. Revisão e troca de pneu dependem do quanto o veículo andou, não do que alguém lembra. Com esse número na mão, controle de frota deixa de ser palpite. Quando o combustível entra na conta o peso é maior ainda, e já escrevi sobre isso em outro texto, sobre o que o relatório de percurso revela no controle de veículos da empresa.
Por que ter central própria 24 horas muda a leitura desses dados
Dado parado não resolve nada. Alguém precisa olhar.
A Ideal é de 2010, tem central de monitoramento própria funcionando 24 horas e é associada à ABESE. Hoje são mais de 600 veículos acompanhados. Isso muda a leitura do relatório, porque existe gente que conhece o sistema conversando com o cliente sobre o que aparece ali, em vez de entregar a tela e desejar boa sorte. Atendemos rastreamento no Brasil todo, e a instalação é presencial, feita por técnico da Ideal.
Quer ver isso na sua frota?
Se a sua empresa tem veículo na rua e o controle de frota ainda depende de ligar e perguntar, vale a conversa. Eu explico como ficariam os relatórios no seu caso, sem compromisso. Chama a gente no WhatsApp e peça seu orçamento.
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